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Ao som conduzido pelo maestro Sandoval França, foi aberta oficialmente, na noite desta quarta-feira, 6, no Cine Teatro Recreio, em Rio Branco, a 4ª Conferência Estadual de Cultura (4ª CEC). O governo do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), conseguiu mobilizar cem delegados de todos os municípios para participar desse momento importante para o setor.

Há dez anos as conferências haviam sido suspensas em todo o país, e agora são retomadas as discussões para a elaboração do Plano Nacional de Cultura.

O esforço conjunto do Ministério da Cultura (MinC), governo do Acre, FEM, Conselho Estadual de Cultura (ConCultura), Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e delegadas e delegados resultará em propostas que serão levadas à Conferência Nacional de Cultura, que será realizada em março de 2024.

O diretor do Sistema Nacional de Cultura, Júnior Afro, ao abrir a 4ª CEC, afirmou que o Acre está de parabéns, porque 100% dos municípios aderiram à Política Nacional Aldir Blanc, demonstrando que tanto gestores quanto fazedores de cultura atenderam à convocatória do MinC.

“Em nome da ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, agradeço ao apoio do governo do Estado, ao presidente da FEM, Minoru Kinpara, e a todos aqueles que estão envolvidos nesse processo de retomada e de construção coletiva do novo Plano Nacional de Cultura. Nosso setor é fundamental para o resgate do debate democrático no país”, enfatizou Júnior Afro.

O presidente da FEM, Minoru Kinpara, destacou o momento histórico que todos estão vivendo na 4ª CEC: “Tenho a grande honra de participar dessa retomada de discussões, com nossos artistas protagonistas. Primeiro tivemos o período de escuta e, agora, todos os representantes de municípios poderão debater e ajudar a repensar a política nacional de cultura. Agradeço pelo apoio incondicional do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza e também à ministra Margareth Menezes e ao presidente Lula, por esse olhar atento à cultura do nosso país”.

A presidente do ConCultura, Flávia Burlamaqui, ressaltou a importância de se pensar políticas norteadas pela diversidade e pela transversalidade, respeitando as particularidades amazônidas. “Estamos hoje vivendo uma crise climática e não podemos deixar de abordar a questão da sustentabilidade e da territorialidade, com propostas que contemplem nossa região e as populações tradicionais”, disse.

Também participaram da abertura do evento o presidente da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), Aldemir Maciel, e o representante do Escritório do MinC no Acre, Helder Silva. Após as falas, foram realizadas apresentações artísticas de atividades que fazem parte do 4º Encontro de Artes Cênicas da Universidade Federal do Acre: a peça Ah, se Eu Fosse Marilyn!, de Edu O, e o filme Assexybilidade, de Daniel Gonçalves.

Nesta quinta-feira, 7, as discussões da 4ª CNC se iniciam a partir das 7h30, na Usina de Arte João Donato.

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