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Com 3,8 mil quilos de soja por hectare, Acre teve produtividade 10,79% maior que a média do país em março

Tácita Muniz/Agência de Notícias do Acre —

Um estudo da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape) que analisou o cenário da soja revelou que em março a produção em terras do estado foi maior que a média do país. Segundo os dados, o Brasil apresentou, no período, uma produtividade média de 3.437 kg por hectare, enquanto o Acre gerou uma produtividade média de 3.808 kg por hectare. Portanto, o Acre alcançou, em março, uma produtividade 10,79% maior que o Brasil.

O estudo, publicado no último dia 8, faz parte das análises de uma edição especial do boletim de conjuntura econômica sobre desafios e oportunidades para a produção de soja no Brasil e no Acre em 2024, do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento.

“Especificamente no caso do estado do Acre, a produção de soja vem se destacando com um crescimento exponencial nos últimos anos, fazendo com que, no ano de 2023, a soja assumisse o primeiro lugar em valores exportados pelo estado”, reforça o texto.

Segundo o estudo, a produção de soja apresentou um crescimento de mais de 15.000%, saindo de pouco mais de 300 toneladas em 1998, para 45.700 toneladas em 2023, e com uma estimativa para superar as 60 mil toneladas em 2024. No período de 2022 para 2023, o Acre dobrou a produção de soja, saindo de 22.667 toneladas em 2023, para 45,7 mil toneladas em 2024. O destaque é para o município de Plácido de Castro, que produziu 10.230 toneladas em 2022, representando 45% da produção do estado no ano passado.

Quanto à área plantada, o Brasil evoluiu de 13 mil hectares em 1998 para 45 mil hectares em 2023, uma elevação de 246%. O Acre expandiu de 120 hectares em 1998 para 13.100 hectares em 2023, um acréscimo de 10.816%.

“No estado do Acre a evolução da participação da soja na produção total de grãos é significativa, saindo de 0,7% em 1998 para 9,82% em 2022, um crescimento de 1.302,86% em 14 anos. A variação do Brasil no mesmo período foi de 131%. Isso mostra a força pujante que a produção da soja vem apresentando no estado, se comparada a outros produtos do agronegócio na região, ocorrendo o mesmo quando comparada aos números médios do Brasil. O município acreano que mais vem se destacando é Plácido de Castro, onde a soja representou 41,42% da produção de grãos daquela localidade e 45% da produção acreana em 2022”, consta no documento.

O documento ainda lista os desafios do cultivo da soja no estado, entre eles a preocupação com o meio ambiente. Porém, desde a expansão da plantação de soja no estado, o governador do Acre, Gladson Cameli, tem reforçado que a responsabilidade ambiental anda de mãos dadas com esse novo mercado que se consolida no estado.

“Não precisa derrubar nenhuma árvore. Temos muitas áreas abertas totalmente improdutivas. São essas terras que serão utilizadas pelo agronegócio. Basta respeitar o novo Código Florestal. Estamos desburocratizando tudo aquilo que atrapalha nossos produtores”, diz.

Cameli destaca ainda que esse números são respostas de ações pensadas para a economia do estado. “Esse foi um dos nossos principais compromissos assumidos com a população. Temos uma terra rica e muito abençoada. Além disso, estamos comprovando que é possível produzir sem destruir o meio ambiente. Queremos nos desenvolver, mas sempre respeitando a natureza”, afirma o governante.

A tecnologia é outra aliada para manter a floresta de pé. Com a utilização de técnicas modernas, é possível produzir mais em espaços cada vez menores, principalmente em áreas degradadas. “As produções agrícolas do Acre estão atingindo níveis sem precedentes, e tal aumento se atribui a diversas aplicações em investimentos tecnológicos, pesquisa e infraestrutura, sempre na busca de prestar um braço amigo, ajudando o produtor a crescer com o estado. O governo do Acre tem feito a sua parte, ao disponibilizar seis silos para secagem e armazenagem de grãos, tem oferecido maquinário e assistência aos produtores. Estamos vivendo um momento diferente na nossa produção rural, e a cultura da soja veio para ficar. Outros investimentos serão feitos para ajudar ainda mais o homem do campo”, enfatizou José Luis Tchê, secretário de Estado de Agricultura.

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