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Saúde do Acre se organiza para aumento do fluxo de migrantes na fronteira no fim de outubro e novembro

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), reuniu-se nesta quarta-feira, 4, com representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para alinhar uma iniciativa conjunta de antecipação para proteger e dar assistência aos migrantes que chegam na região. Estiveram presentes representantes da Diocese da Igreja Católica (Cáritas), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Programa Nacional de Imunização (PNI), Secretaria Municipal de Assistência Social de Rio Branco, Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco e Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).
A colaboração visa oferecer assistência humanitária e de saúde aos migrantes que podem chegar à região, principalmente durante o final de outubro e início de novembro, quando se espera um aumento significativo no número de pessoas buscando refúgio ou oportunidades no Acre.

“Apresentamos um projeto que foi construído entre a Opas e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), para que possamos fortalecer a capacidade em três municípios de fronteiras no estado do Acre, para a promoção de saúde à população migrante e também ao cuidado e ao desenvolvimento de ações específicas e estratégicas com o enfoque nas mudanças climáticas”, contou Rodrigo Lins Frutuoso, oficial nacional para emergências da Opas/OMS.

A parceria visa garantir que os migrantes que chegam ao Acre recebam assistência médica adequada e possam regularizar sua situação documental no Brasil, permitindo-lhes continuar suas jornadas com mais segurança e dignidade.

Ana Cristina Moraes, secretária adjunta de Atenção à Saúde da Sesacre, destacou a importância de fortalecer os vínculos entre as diferentes secretarias e organizações interestaduais. Ela afirmou: “Precisamos entender que a questão da imigração não é um problema da ação social ou da Saúde ou da Segurança, mas é um problema transversal. Saímos dessa conversa já convencidos de que precisamos montar um comitê interestadual para tratar desse tema”.

As cinco áreas de ação recomendadas pela Opas são: o fortalecimento da vigilância epidemiológica; a melhoria do acesso aos serviços de saúde para as populações migrantes e para as que os recebem; a melhoria da comunicação e do intercâmbio de informações para combater a xenofobia, o estigma e a discriminação; o fortalecimento do trabalho intersetorial e entre países para proteger a saúde dos migrantes; e a adaptação de políticas, programas e marcos legais para promover e proteger a saúde e o bem-estar dos migrantes.

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