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Fogo na Embrapa não atingiu laboratórios

Um incêndio atingiu cerca de 25 dos 840 hectares da reserva florestal da Embrapa Acre, localizada no quilômetro 14 da BR 364, em Rio Branco Acre, no sábado (25). Equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia), Corpo de Bombeiros e Força Nacional já conseguiram controlar a maioria dos focos de calor.

Segundo avaliação do Corpo de Bombeiros, o fogo iniciou em um roçado de uma das propriedades de agricultores que ficam no entorno da Embrapa. Os ventos fortes, verificados nos últimos dias, acabaram levando as chamas para a área de floresta da Empresa.

O chefe-geral da Unidade, Bruno Pena, acompanhou as ações de combate e destaca que o apoio de instituições governamentais e municipais foi fundamental para o controle do fogo. “Graças ao desempenho das equipes que trabalharam para conter o incêndio foi possível impedir que o fogo se alastrasse mais sobre a floresta e  chegasse aos campos experimentais. Com o apoio do Departamento de Rodagens do Acre (Deracre) e da Prefeitura de Rio Branco, por meio da cessão de algumas máquinas, isolamos grande parte da área com a construção de aceiros”, comenta.

Perigo para a floresta

Os recursos florestais da área de floresta da Embrapa são monitorados. No local são realizadas pesquisas de estimativa de biomassa e identificação de tipologias vegetais, com uso do sistema de perfilamento a laser (Lidar – light detection and range) e estudos com uso de drones, entre eles o   calendário de identificação de espécies com diferentes fases fenológicas das árvores. Outros estudos investigam a dinâmica de crescimento de floresta manejada, atividades que acontecem desde 1989, e a regeneração de florestas queimadas.

Em condições climáticas normais, a floresta é dotada de uma barreira natural contra incêndios, mas a ausência de chuvas por um período prolongado, situação vivida anualmente no Acre e em outros estados brasileiros, reduz a umidade do ar e da matéria orgânica presente na floresta. Estas condições tornam o ambiente favorável ao fogo e representam perigo para a floresta e toda sua biodiversidade.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Acre, Evandro Orfanó, que sobrevoou a área do incêndio com drone, embora o dano ambiental seja significativo, felizmente o fogo atingiu mais a borda da floresta e não chegou aos locais onde são desenvolvidos experimentos com manejo florestal. “Essa área já sofreu com a ação do fogo também em 2005 e 2010. Como medida para evitar futuros incêndios é preciso implantar no local experimentos de enriquecimento da vegetação florestal”, sugere.

Edmilson Ferreira
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Edmilson Ferreira

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