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Os mascates políticos de Brasília: os votos são o grande negócio

Alguns políticos em Brasília, no conceito atual, são como mascates, como camelôs (com todo respeito aos camelôs – é só uma comparação com o ofício). O negócio do político é votos. Negociar votos. Seja com um cidadão doente ou faminto, uma liderança comunitária, uma família, uma pastor, uma igreja, associação, sindicato, estados, prefeituras ou algo do gênero. Trabalham no atacado e no varejo. Para estes (utilitaristas) a vida e o voto são reduzidos a bens de consumo.

O dinheiro em que se negocia votos nunca é do político mascateiro. Não, o dele é dele. Está muito bem investido, aplicado corretamente, afinal de contas, também não é dele, é herança. Não é dos bancos. O motivo é muito simples: Não é de graça. Os bancos não dão nada para ninguém, mas lucram com o dinheiro alheio. Os recursos usados pelos políticos para regatear votos vem do próprio povo. Cobra-se impostos, entra no tesouro e é distribuído no Orçamento, grosso modo.

A partir daí, obras e bens públicos são distribuídos nos estados e municípios como bugigangas para o povo como se não fosse um direito, mas um brinde, um favor. Esse tipo de político passa a ser o pai do povo, a mãe, a avó, o avô, o padrinho, a madrinha e o amigo certo das horas incertas. Fazem até propaganda espalhando outdoor pelas cidades. É a alma do negócio.

Herança do patrimonialismo e do coronelismo republicano. Há casos em que as pessoas pobres, nos grotões, pedem a bênção e beijam a mão dos políticos.

O mais cômico – se não fosse trágico – é que alguns insistem em afirmar a existência de ideologias políticas definidas no Brasil. Uma guerra do bem contra o mal em andamento. É o velho e surrado maniqueísmo dos antigos persas adotado pelos romanos se dividindo entre supostas direita e esquerda.

No frigir dos ovos são todos iguais. Farinhas do mesmo saco, bananas do mesmo cacho. O aumento do fundo de campanha de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões os uniu no mesmo propósito. Mascatear, negociar e regatear os votos do povo. Esqueceram até de que lado estavam, se direita ou esquerda. Afinal de contas, são apenas mascates em busca de votos com dinheiro público.

“O aumento do fundo de campanha de R$ 2,0 bilhões para quase R$ 6,0 bilhões foi negociado e aprovado pelo governo federal”. (Voz corrente na Câmara e no Senado – Bolsonaro afirmou que vai vetar)

. Com tantos pré-candidatos ao Senado da “direita”, o presidente do PT, Cesário Braga, foi visto comprando um espumante no supermercado.

. A propósito, sempre disse na COLUNA que não se podia sob hipótese alguma subestimar o Lula, o Jorge Viana e o PT.

. O nome do Jorge Viana para o Senado é disparado nas ruas!

. É que tem gente que quer enfiar a cabeça no buraco como a lenda da avestruz quando vê o perigo.

. Ontem, uma petista roxa, ligou para o programa na Rádio Cidade e tascou:

. “Voto no Gladson por gratidão, pela luta dele na pandemia, na luta por vacina; meu voto para o Senado é do Jorge Viana se ele se candidatar”.

. Lá de Brasiléia chega a notícia de que a Leila Galvão está muito bem das pernas, politicamente falando.

. O motivo é simples:

. Leila não disputa eleição com a prefeita Fernanda.

. Aliás, se uma fosse para federal e outra para estadual, o Vale do Acre elegeria as duas .

. Leila ainda é uma candidata perigosíssima; resguardadas as devidas proporções é como um Jorge Viana.

. Os fracos sempre vão precisar de um líder que os conduza.

. Faça como Augusto Cury: “Seja líder de si mesmo”.

. Bom dia!

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