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Médicos denunciam risco de contaminação por Covid-19 na UPA do 2o Distrito

Governo do Estado vem permitindo atendimentos de pacientes suspeitos ou contaminados com coronavírus (Covid-19) na Unidade Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito, sem garantir a estrutura mínima de isolamento e fluxo adequado dos pacientes. Com isso, outras pessoas internadas, visitantes e servidores ficam expostos à possibilidade de contaminação. O caso foi flagrado pelos diretores do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), na visita realizada na tarde de terça-feira, 08.

No mesmo local, os sindicalistas observaram a reincidência de relatos da falta de segurança. O posto policial está desativado há anos, com isso todos que frequentam a unidade de saúde ficam expostos ao risco de furtos, assaltos e agressões. O caso será repassado ao Ministério Público Estadual (MPE).

Segundo os sindicalistas, por ser uma unidade aberta 24 horas por dia, pacientes e servidores acabam expostos. Em outras ocasiões, a entidade chegou a apresentar documentos à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sejusp), cobrando o policiamento.

“Atualmente, a UPA conta apenas com guarda patrimonial que não consegue atender as demandas de ocorrências e não possui poder de polícia”, protestou o diretor sindical, Ítalo Vieira.

O diretor do Sindmed-AC, Gilson Lima, observou que não resta outro caminho, senão, o encaminhamento de novo documento para os gestores da Segurança Pública e pedir a fiscalização do Ministério Público Estadual.

O motivo do pedido de policiamento é baseado nas ocorrências já registradas nas unidades de saúde por todo o Estado, em que existem ainda relatos de furto e mortes, como o caso de uma servidora em Sena Madureira assassinada por bandidos em 2014.

“Há necessidade de uma melhor organização pela gestão estadual de saúde, em relação ao fluxo dos atendimentos das pessoas que buscam aquele estabelecimento de saúde, para evitar contaminações pela COVID-19, em pleno período de pandemia e a reativação do posto da PM para dar segurança a todos. A presença do Estado é necessária”, criticou Gilson Lima.

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